sábado, 7 de abril de 2012

Anthony Knockaert (foto D.R.)
Knockaert revela contactos do Benfica (com vídeo)

Anthony Knockaert, 20 anos, é alvo do Benfica para a próxima temporada. O médio, que conta com várias internacionalizações pelas camadas jovens da seleção francesa, atua no Guingamp, clube da 2.ª Divisão gaulesa com o qual tem contrato válido até junho de 2013.

«Estou a par do interesse do Benfica, fui contactado. É óbvio que é um orgulho enorme porque trata-se de um grande clube. Isso prova que estou a trabalhar bem no Guingamp. Mas, neste momento, estou apenas concentrado no meu trabalho aqui. Temos a manutenção para assegurar», disse citado pelo Ouest France.

Knockaert, eleito melhor jogador de fevereiro pelos adeptos do Guingamp, está igualmente referenciado pelo Newcaslte.
Javi García (foto ASF)
Javi García na equipa da semana
 

O espanhol Javi García, do Benfica, aparece na equipa ideal da semana da Liga dos Campeões, divulgada esta sexta-feira pela UEFA.

Por força das lesões de Garay, Miguel Vítor, Luisão e Jardel, o médio atuou a central ao lado de Emerson mas, ainda assim, foi um dos principais motores do Benfica na dura batalha que o Benfica travou em Stamford Bridge.

Javi apontou o golo que manteve vivas as esperanças encarnadas até aos últimos instantes da eliminatória com o Chelsea, que acabou favorável à equipa londrina.

Juan Mata é único representante do Chelsea numa equipa dominada por Barcelona e Bayern, que colocam três jogadores cada na equipa ideal da semana, que é a seguinte:
Guarda-redes: Mandanda (Marselha);
Defesas: Daniel Alves, Piqué (Barcelona), Javi García (Benfica) e Alaba (Bayern);
Médios: Nocerino (Milan), Juan Mata (Chelsea), Kaká (Real Madrid) e Ribery (Bayern);
Avançados: Messi (Barcelona) e Olic (Bayern).

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Juiz de má memória escoltado por Jesus

A indignação dos benfiquistas pela eliminação e sobretudo pelo trabalho do árbitro obrigou a uma forte intervenção de Jorge Jesus, que teve quase de defendê-lo dos seus atletas. As decisões ao longo de todo o encontro de Damir Skomina, juiz esloveno, desagradaram profundamente os jogadores encarnados, que não se negaram a expressá-lo constantemente ao árbitro - valendo até vários cartões amarelos, um deles o primeiro do expulso Maxi Pereira. E se durante a partida os protestos tinham de ser comedidos, após Skomina dar por terminada quer a primeira parte quer a partida os futebolistas do Benfica preparam-se para fazê-lo de forma veemente. Porém, foi Jesus a acabar por salvar o árbitro, praticamente escoltando-o e defendendo-o da revolta das águias - pois já tinha feito como alvo das suas queixas o quarto árbitro.
Para impedir que os seus pupilos se excedessem nos protestos, Jesus teve até de correr da sua zona de ação, chegando a tempo de tirar Bruno César e Nélson Oliveira de perto de Skomina, que ainda teve, porém, de "ouvir das boas" de Aimar, assim como de Raul José, que ainda ao intervalo tinha ficado para trás no túnel de acesso aos balneários para lhe dirigir algumas palavras.
A atuação do juiz não agradou, até porque na memória das águias estava ainda o seu desempenho no confronto da segunda mão com o Marselha, na Liga Europa em 2009/10. Nesse jogo, Skomina já tinha sido alvo de muitas críticas, nomeadamente por não ter assinalado um penálti de Taiwo sobre Ramires e ter demonstrado um critério disciplinar caseiro, além de também ter errado na avaliação de alguns lances de bola na mão de jogadores franceses. Agora, a soma das duas partidas levou até os adeptos benfiquistas a gritar, ontem, várias vezes pelo nome de... Michel Platini, presidente da UEFA.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

 
 
segunda-feira, 2 abril de 2012
Dois dias depois de mais um bis com a camisola do Real Madrid, na vitória por 5-1 diante do Osasuna, Cristiano Ronaldo concedeu uma entrevista ao site do Real Madrid, onde abordou as possibilidades da equipa merengue para o que falta jogar.
"O resultado que alcançámos fora de casa [diante do APOEL, 3-0] foi muito importante. Não vou responder de forma hipócrita, por isso creio que a eliminatória está quase fechada, a 90%... Ainda faltam 10% e tudo pode acontecer no futebol. Jogamos em casa não queremos perder a oportunidade de chegar mais longe nesta competição. Ganhar por 3-0 fora foi o resultado sonhado. Estamos no caminho correto para ganhar a Liga e a Liga dos Campeões", comentou o avançado português, que recordou o ínicio da sua carreira.
"Comecei muito jovem na Madeira. Sai de lá para Lisboa aos 11 anos e tudo começou ali. Joguei no Sporting durante sete ou oito anos, depois segui para Manchester e agora estou aqui em Madrid. As coisas aconteceram muito rápido e aproveitei as oportunidades. Passei bons anos em Portugal e em Manchester. Em Madrid, com dois anos e meio, as coisas têm saído bem. Estou a mostrar o meu nível e quero continuar assim", garantiu, acrescentando.
"Nos momentos mais críticos aprendemos mais e aí poderemos ver até onde podemos chegar. Se podemos chegar ao final ou se vamos ficar a meio do caminho. Nesse momento se vê os grandes jogadores e as grandes pessoas. Aprendo muito com os meus erros, mas são parte das pessoas e dos grandes profissionais. Apesar de tudo, tento cometer o mínimo possível. Com erros não se chega aos grandes êxitos, por isso tento evitá-los", frisou.
"Faço um equilíbrio na minha vida e carreira dentro do campo. Não gosto de parar no tempo e quero antes estar em competição, a jogar e a treinar. Quando jogamos muitos jogos e provas, temos de descansar porque é parte do êxito e da recuperação, mas o que gosto mais é de jogar estar sempre ao mais alto nível", concluiu.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mudança no governo: Antero Veiga é o novo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território 03 Abril 2012

Antero Veiga, ex-director de Gabinete da Presidência da República, é o novo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, pastas que vinham sendo ocupadas por Sara Lopes, que passa agora a ministra das Infra-estruturas e Economia Marinha.

O primeiro-ministro, José Maria Neves, acaba de anunciar uma pequena mexida no seu executivo, provocada pela saída de José Maria Veiga, hoje candidato à presidência da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago. Assim, e depois da recusa do engenheiro Franklin Spencer em integrar o governo (por razões de saúde), o chefe do executivo optou por escolher uma ministra experimentada, Sara Lopes, para se ocupar de uma pasta que vai ditar os rumos terrestres, aéreos e marítimos sobretudo, mas também terá sob a sua tutela os Transportes, o dossier Aeronegócios e as Comunicações de Cabo Verde nos próximos tempos.
E fez entrar cara nova no Ministério do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território: Antero Veiga, que foi director do Gabinete de Pedro Pires na Presidência da República. Mantém-se no seu cargo o secretário de Estado dos Recursos Marinhos, Adalberto Vieira, que era apontado como potencial substituto de José Maria Veiga.
Neves explicou a aposta em Antero Veiga com a larga experiência deste em vários sectores da vida cabo-verdiana, até na Presidência da República onde foi durante os dois mandatos de PP director de Gabinete, A sua formação académica (Administração Pública) também foi realçada por JMN como um elemento facilitador para o projecto de Reforma do Estado em curso no país. “O dr. Antero Veiga tem grande experiência adquirida não só como director do gabinete do ex-PR como na secretaria de Estado da Administração Pública. Trabalhamos juntos no primeiro projecto de Reforma do Estado na década de 80 e é uma pessoa que vai trazer outra dinâmica ao Ministério do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, onde estão em curso várias reformas”, disse José Maria Neves.
Sobre a escolha de Sara Lopes, o primeiro-ministro argumentou: “ela é uma grande governante, com uma competência muito forte a nível dos transportes. Ademais, a dra. Sara Lopes tem uma grande capacidade de liderança, pelo que será uma excelente ministra para as Infra-estruturas e Transportes. A nova ministra será fundamental na condução dos dossiers ligados aos transportes, sobretudo na questão do aeronegócios, transporte inter-ilhas e outros dossiers pendentes. E conhece bem o sector das telecomunicações, transportes aéreos (ASA e TACV), e marítimo (Enapor)”. O projecto Cluster do Mar deverá ser coordenado pelo secretário de Estado dos Recursos Marinhos, Adalberto Vieira.
Os nomes de Sara Lopes e Antero Veiga foram aceites esta terça-feira pelo presidente da República. A data da tomada de posse está por anunciar.

O Populismo

Em Cabo Verde este fenómeno encarna o mesmo espectro ideológico diversificado, mas a expressão maior do populismo caciquista encontra o seu melhor refúgio, em particular, nalguns titulares do poder local.

“O populismo não é hoje só a sombra anarquista da globalização, mas, também, a sombra anti institucional da democracia” – Karin Priester
O fenómeno populismo é hoje, no mundo, uma das expressões máximas da crise da democracia representativa. Quando a ele se associa o caciquismo, transformam-se num veneno social capaz de estagnar qualquer país ou município. Reacções internáuticas críticas da juventude sanfilipense, nos últimos dias, elucidam bem o clima de contestação e repúdio perante atitudes caciquistas e patrimonialistas do poder local, nos últimos meses. Janice Neves, jovem quadro superior e activista política reage, publicando na sua página do Facebook, o seguinte:“Pequenos Gestos, Grandes Golpes – Virose Eleitoral Noticia da última hora: multidão encontra-se à porta da Câmara Municipal da São Filipe, todos sofrendo da virose de tempos de campanha, as autoridades de saúde já foram contactadas e o estado de NECESSIDADE destes é considerado gravíssimo. Sintomas: sacos de cimento, verguinhas e camisolas cheias de terceiras/quartas intenções, compra emocional de votos e lavagem cerebral, eleitorado com problemas resolvidos em troca de muitas promessas, todos preocupam-se em almejar um cargo, lentidão do desenvolvimento, trapaças, e muita mas muita dor em atrasos e extrema pobreza.
Receita: cuidado com um rostinho bonito, com um sorriso oportunista, com uma palmadinha nas costas que promete mas não cumpre, que faz a mesa mas não come, que faz a cama mas não deita, que dá cara mas não encara. Mas tudo passa, até a virose de tempos de campanha.”
Nações desenvolvidas como a França e a Itália viram surgir, nos pleitos eleitorais dos últimos dez anos, sucessivamente, figuras de carácter populista, situados em vários parâmetros do espectro ideológico, como Jean Marie Le-Pen, Ségoléne Royal ou Berlusconi. Se estes países retratam bem o populismo a nível governamental, em Portugal, a expressão maior regista-se a nível municipal ou regional, quer seja Oeiras com Isaltino Morais, Gondomar com Valentim Loureiro, Felgueiras com Fátima Felgueiras ou João Jardim na Madeira.
Em Cabo Verde este fenómeno encarna o mesmo espectro ideológico diversificado, mas a expressão maior do populismo caciquista encontra o seu melhor refúgio, em particular, nalguns titulares do poder local. O perfil populista não se afasta muito, um do outro: sustentados pelo “culto de personalidade”, possuidores de fortunas consideráveis e uma rede opaca de ligações financeiras e políticas, os populistas pertencem a um novo grupo social em ascensão, que nada tem a ver com a velha elite estabelecida. Apresentam-se como pertencendo ao povo, pois não nasceram “em berço de ouro”. São anti-sistema espelhando-se melhor no desrespeito pela lei e na difamação dos representantes do Estado de Direito. Como o ideal de uma ligação directa, não institucional entre eles e os seus apoiantes não pode perdurar, os populistas servem-se do clientelismo – um sistema informal de “satélites” constituído por familiares, amigos, parceiros de negócios, conselheiros populares, líderes de zona, fixando, em suma, uma “entourage” de protegidos ligados ao “chefe”, num género de clientela neo-feudal. O discurso populista não se situa num plano ideológico definido: - direita, esquerda ou centro - mas sim em conteúdos ambíguos, anti-sistema, para que possam, assim, atingir distintos grupos sociais - chegando o populista, em Cabo Verde, ao ponto de apelidar os seus dirigentes de “delinquentes políticos” que violam as normas e princípios estatutários e usurpam poderes. Lutam, quase sempre, para fazer passar a mensagem de que sobrevivem graças à solidariedade do povo que, supostamente, os amam e veneram!
Paradoxalmente, é na ambiguidade dos seus discursos e propósitos que os populistas ganham contornos mais claros, o que permite entender melhor o que neles é essencial e constitutivo: o populista é sempre anti-institucional, anti-elite e anti-sistema, reduzindo quase sempre “a sua causa”, ao sistema político. Por isso são contraditórios, de país (ou município) para país (ou município): umas vezes são socialistas, outras se convertem em neo-liberais; em oportunas ocasiões defendem a intervenção do Estado, noutras a desregulação; numas o proteccionismo, noutras o livre comércio. Por longos anos são suportados por um partido politico que encarnam e defendem, em absoluto, para, repentinamente, se apresentarem com independente que “não devolve o cartão de militante porque nunca o teve…” – em nome da coerência e dignidade humana!
O populismo, ao contrário do que normalmente se pensa, consegue alcançar os seus objectivos numa amálgama de vários grupos sociais diferentes, difícil para os partidos políticos ideologicamente situados, perante eleitores incapazes de aceitar mudanças ou compreender os fenómenos sociais de desemprego e pobreza, ou, ainda, inadaptados ou vítimas da modernização. Em tempos de crise politica, cultural ou financeira - como esta que vivemos hoje - os populistas alimentam sentimentos indefinidos e, ideologicamente, contra os “lá de cima” e contra os “da situação”, procurando mobilizar simpatias naqueles que se refugiam na abstenção. Aí surge o grande trunfo dos populistas: a vitimização sempre orientada para os dirigentes nacionais que, segundo dizem “os consideram como um cadáver politico…”
A cegueira que (dês) orienta os populistas é tanta que, guiados por ela, são capazes de tudo: juntar-se à oposição; ter como objectivo fundamental destruir o partido de origem; avançar e recuar nos seus propósitos e discursos porque, segundo dizem “a política não é uma ciência exacta como a matemática”; utilizam todos os meios públicos ao seu dispor para comprarem consciências e manter a sua rede de influências e de clientelismo, doentio e selvagem.
A luta contra este fenómeno deve ser encarada de frente, numa perspectiva de travar loucuras e aventuras doentias que, à imagem de Saddam Hussein e Khadafi, cavam o buraco para a própria sepultura, arrastando consigo, infelizmente, alguns incautos protegidos por interesses perversos e ambíguos.
O mais curioso nisto tudo é o propósito fundamental do populista nestes casos: destruir o partido de origem e respectivos dirigentes que alimentaram a sua projecção política durante longos e difíceis anos de luta!
Cabo Verde merece, por isso, uma séria reflexão sobre esta problemática, reflexão essa que não deveria incidir apenas sobre a perversão da legislação em vigor que permite a aberração, em democracia, de tais candidaturas, mas fundamentalmente sobre o que elas representam enquanto fenómeno político. Na verdade, estes candidatos não se tornaram “caciques” quando se candidataram como independentes. Estas “criaturas” são obras de “criadores” que os construíram num percurso de anos assentes num progressivo alimentar de “culto de personalidade” que os converteram num obcecado “dono da verdade” e do poder, sem capacidade de diálogo e de discernimento dos limites da sua atitude e obsessão.
De todo o modo, por enquanto, para além dessa necessária reflexão interna de cada partido político, a luta imediata é contra o instrumento da falsa vitimização, porque os favores de um clientelismo cego dominam, por enquanto, a mente pervertida dos seus apaniguados. Por isso tudo, a interpelação da juventude sanfilipense, liderada pela jovem Janice Neves, é oportuna e pertinente. Que continuemos a ter uma juventude desperta e actuante! Por Lívio Lopes

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Isaías: «Este Chelsea não é a equipa criada por Mourinho»
ex-jogador quer mais remates
 
Mesmo longe do mundo do futebol, Isaías não esquece o carinho pelo Benfica, clube que representrou entre 1990 e 1995. O antigo jogador brasileiro viu a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões entre Benfica e Chelsea e reconhece que a exibição podia ter sido melhor.
"O Benfica rematou pouco, não arriscou. Faltou alguém como eu. Precisava de rematar dez vezes para fazer um golo. Trabalhava muito o meu pontapé nos treinos, trabalhava até em demasia", afirmou o ex-avançado, de 48 anos, ao Maisfutebol.
E prosseguiu: "A diferença é que eu não tinha medo de arriscar. É isso que o Benfica terá de fazer para derrotar o Chelsea em Londres: não ter medo do risco, de ser feliz."
Isaías reconhece que os encarnados vão encontrar dificuldades em Stamford Bridge, mas que poderão ser ultrapassadas a qualquer momento do jogo. "O jogo até se pode tornar fácil. Este Chelsea não é a equipa criada pelo José Mourinho. Se o Benfica fizer um golo, eles vão cair emocionalmente. Não é preciso ser perfeito, pois o sinónimo de perfeição é inexistência. É preciso ser ambicioso, isso sim", aconselhou o antigo craque brasileiro agora dedicado... à pesca.