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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Caso Uni-CV no Parlamento: Docentes querem anular medida do Governo

Os docentes da Uni-CV poderão solicitar a nulidade da medida de suspensão das eleições para o cargo de Reitor, tomada há duas semanas pelo Governo, quando algumas candidaturas já se estavam a perfilar.

Caso Uni-CV no Parlamento: Docentes querem anular medida do Governo 
 
Um colégio de professores analisou o na última segunda-feira e deixaram em aberto o pedido da nulidade da suspensão das eleições. Mas tudo depende do parecer jurídico que terão solicitado a um jurista. “Se o parecer indicar que a decisão do Governo é ilegal vamos pedir a impugnação da medida. Se não, serão accionadas novas formas de luta”, revelou uma fonte da universidade, acentuando que os professores estão dispostos a levar avante a sua indignação, partindo mesmo para a greve. Só que a paralização das aulas deve ser uma das últimas armas a serem usadas pelos docentes.
A situação na universidade pública foi levada ao Parlamento pelo deputado do MpD, Mário Silva, primeiro para pedir esclarecimentos ao ministro da Educação Superior, Ciência e Inovação sobre as razões que o levaram a "travar as eleições". "É inconcebível que se vanglorie por aí com o que fez na universidade e cheguemos a um momento em que se suspende as eleições porque os instrumentos legais não estão aprovados. Pior, ficamos a saber hoje que a universidade vai ser reconfigurada e isto não vem no programa do Governo”, exprimiu Mário Silva, que questionou ainda os poderes do Executivo para suspender as eleições. Nada satisfeito com a postura do Poder Central, Silva deixou a promessa de continuar a seguir de perto o desenrolar dos acontecimentos na Universidade de Cabo Verde. É que, na opinião deste dirigente do MpD, há sinais que sugerem tentativas de partidarização no funcionamento da Universidade do Estado.
Em resposta às preocupações levantadas pelo deputado, o ministro António Correia e Silva começou por salientar que a autonomia científica e pedagógica da escola não está em causa, tão pouco a partidarização é para aí chamada. Segundo o ministro, o acto de ensinar e de investigar nunca sofreu influência do Governo ou de qualquer outra entidade política.
“Durante este tempo, a Uni-CV nunca deu mostras de partidarização ou de alinhamento com qualquer filiação religiosa ou política. Isto abona a favor da universidade”, esclareceu o governante, que repetiu as explicações avançadas publicamente, de que a eleição foi suspensa porque ainda não estão criadas as condições jurídicas para a escolha de um novo Reitor.
Entretanto, este braço-de-ferro já está a tirar o ânimo aos pré-candidatos à reitoria. Um deles, que pediu anonimato, garantiu a este semanário que já comunicou aos colegas que suspendeu a sua intenção de concorrer ao cargo. Alega que não faz sentido manter uma candidatura, se as eleições só irão acontecer daqui a dois anos.
Relembre-se que, na sequência da medida de suspensão das eleições, o Governo solicitou ao Conselho da Universidade (ConSu) a apresentação de uma lista com três nomes dos professores-doutorados mais antigos, de onde seria escolhido o próximo Reitor. Assim, foram indicados os professores Carlos Sacadura, António Germano Lima e Paulino Fortes. Conforme apurou o asemanaonline, os dois primeiros mostraram-se indisponíveis para assumir o cargo nestas condições, tendo restado apenas Paulino Fortes. Este irá gerir a universidade pública até 2013, quando, em princípio, serão realizadas, finalmente, as eleições. Isto se as tais condições jurídicas suscitadas pelo actual ministro do Ensino Superior e ex-Reitor da Uni-CV estiverem reunidas.

Aristides Lima Candidato: O despertar de consciências

A minha candidatura não foi forjada nos gabinetes partidários, pois ela é de todos os Cabo-verdianos, de cidadania”

Aristides Raimundo Lima. Candidato à Presidente da Republica de Cabo Verde

 Aristides Lima Candidato: O despertar de consciências 
 
Sobre um artigo assinado pelo jurista Démis de Sousa Lobo Almeida gostaria de tecer o seguinte comentário:
Ser militante do PAICV, Dr. Démis Almeida, mais do que possuir um cartão de militante ou dormir com os Estatutos debaixo do travesseiro, é acreditar em Cabo Verde, na capacidade e inteligência dos Cabo-verdianos.
É manter viva os ensinamentos de Cabral e a honrosa história do PAIGC/CV.É também, darmos no dia-a-dia o nosso contributo para um Estado próspero e com verdadeira justiça social, que se quer em Cabo Verde.
Eu, como cidadão e militante continuarei a dar o meu contributo para que o PAICV continue, com seriedade e responsabilidade, a merecer a confiança deste povo. Confiança essa muito abalada durante a década de 90, tempos difíceis aqueles. Naquela altura, muitos abandonaram o barco a procura de poiso seguro pois para eles o PAICV dera o que tinha a dar.
Mas nós que nunca deixamos de acreditar, aguentamos firmes e esperançosos, na certeza de que após a tempestade viria a bonança e o povo das ilhas, ao dissipar as dúvidas, aceitaria de volta o PAICV no seu seio, como o partido que mais ama esta terra e as suas gentes. Esse sonho dos idos anos 90,hoje é uma realidade, o partido cresceu, ganhou três eleições com maioria absoluta, graças aos bons governos do PAICV e a excelência do seu Primeiro-ministro, o país é outro, mais credível, mais viável e com uma dinâmica de crescimento à vista de todos.
Mas será que o PAICV, dos idos anos 90, sozinho conseguiria tamanhas proezas? Não caro Démis , com ele cresceu também o Povo Cabo-verdiano, na sua maturidade politica e na sua forma de ver e julgar os políticos aliás, os recentes resultados eleitorais do PAICV em Santo Antão e São Vicente demonstram isso mesmo.
A bem pouco tempo numa sondagem de opinião, os Cabo-verdianos se pronunciaram sobre o candidato da sua preferência para a Presidência da República. Uma pronúncia que temos de levar em linha de conta se quisermos de facto responder de forma recíproca a este povo, que tem sabido respeitar e premiar o esforço e o trabalho dos dirigentes do PAICV.
Uma sondagem que colocava o Candidato Aristides Lima como o mais votado para exercer o cargo de Presidente da República de Cabo Verde.
Para uma grande franja da sociedade, tal estudo não trouxera nada de novo, pois só veio a confirmar aquilo que já se previa. Perante esse chamamento tão inequívoco, o militante Aristides Lima tinha um único caminho a seguir, o indicado pelo povo, o estatuto da cidadania, que extravasa os estatutos de qualquer partido político. O PAICV devia sentir-se grato e um privilegiado por esse reconhecimento popular e dar todo o apoio a esse ilustre militante.
A 10 de Março, eis que surge o inesperado: Qual aprendiz de alfaiate, que lhe é dado o fato já alinhavado, os Conselheiros se encarregaram do resto. Aquele que o povo dizia ser o primeiro, inexplicavelmente passou a ser o último e vice-versa.
A expressão da vontade dos cidadãos passando por simpatizantes e militantes, não foi acolhida, nem acarinhada e muito menos reconhecida e apoiada, porque os Conselheiros superiormente não quiseram que assim fosse.
Imposta a vontade dos Conselheiros, cabe a máquina de campanha partidária fazer a sua parte.
Dinheiro … muito dinheiro e propaganda politica não faltarão, acompanhados de doutos esclarecimentos jurídicos! E até as eleições, estaremos rendidos a um produto partidário fabricado sob medida, cheio de luz e cor, digno de grandes especialistas no assunto, que tentarão convencer-nos da sua legitimidade, numa vã tentativa de varrer das nossas memórias que um dia alguém nos sondou sobre quem devia ser o nosso candidato a Presidente da República? Ao que nós respondemos: ARISTIDES RAIMUNDO LIMA.